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Exclusivo: SUS gastou mais de R$ 120 milhões em stents no primeiro semestre de 2021

calendarPublicação: 14/09/2021- Última atualização: 14/09/2021
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Exclusivo: SUS gastou mais de R$ 120 milhões em stents no primeiro semestre de 2021
Marcello Sapio
Marcello Sapio

Redator

O aparelho é destino de uma quantidade expressiva de dinheiro público, que poderia ser usada na prevenção de doenças cardíacas

O Sistema Único de Saúde (SUS) gastou R$ 127 milhões em stents no Brasil durante o primeiro semestre de 2021, segundo levantamento exclusivo do infovital feito a partir de dados do AuditaSUS — uma plataforma que traz os gastos do sistema público de saúde.

Desta quantia, as cidades que mais gastaram foram São Paulo e Belo Horizonte, com mais de R$ 10 milhões e R$ 4 milhões, respectivamente. Outras metrópoles como Recife, Salvador e Rio de Janeiro também ultrapassaram a barreira dos R$ 2 milhões gastos com os tubos.

Ao todo, foram pagos pelo SUS, apenas no primeiro semestre, mais de 62 mil stents. Ou seja, o número de procedimentos pode ser ainda maior, se considerar os que foram custeados através de convênios e hospitais particulares. 

O que é um stent e quando é usado

Stent é um pequeno tubo, feito de metal como aço inoxidável ou liga de cobalto, que é colocado dentro de uma artéria. O objetivo da inserção é restaurar o fluxo sanguíneo no local, que na maioria das vezes está entupido.

Geralmente, o uso do stent é indicado em situações de emergência para tratamento do entupimento da artéria coronária no coração. Ele também é usado para prevenir a ruptura de aneurismas no cérebro.

Ou seja, o stent só é acionado quando há um sério risco iminente, seja de um infarto ou de um AVC. O preço médio do aparelho varia entre R$ 11 mil a R$ 35 mil, dependendo da região do país. 

Um estudo publicado pelo American Journal of Medicine, inclusive, com mais de 7.600 pacientes, mostrou que o uso dos stents não deve ser adotado em casos moderados, como é frequentemente usado.

Além disso, o estudo mostrou que o uso do stent não preveniu o infarto do miocárdio ou outros eventos cardiovasculares importantes, além de não reduzir o risco de morte, em comparação a terapias menos invasivas.

Em vez de gastar milhões com o aparelho, uma opção mais econômica seria apostar na prevenção.

Como prevenir o uso do stent?

De acordo com especialistas, a questão não é abandonar a compra do aparelho em caso de urgência, mas, sim, repensar os gastos e apostar na prevenção das doenças, ao invés de investir apenas no tratamento, como funciona atualmente.

Uma saída é cuidar da saúde cardiovascular através de tratamentos integrativos. O cardiologista e especialista da Jolivi Natural Health, Dr. Pedro Cazzador, que prepara o  Workshop Coração Blindado, cita um elemento conhecido como um “stent natural”: o ômega 3.

“O ômega, que pode ser consumido via alimentação ou suplementação, é anti-inflamatório, portanto auxilia em doenças com alto grau de inflamação, como diabetes e obesidade, além do triglicérides. É também antitrombótico, usado na prevenção de AVC e infarto. Outro benefício é que ele ajuda a proteger a retina, preservando a visão”, disse o Dr. Pedro, citando alguns dos benefícios.

Um estudo feito pelo JAMA, feito com mais de 84 mil mulheres durante 16 anos, evidenciou que as que ingeriam menos peixe (fonte rica de ômega 3) tinham mais riscos de desenvolverem doenças cardíacas em detrimento daquelas que consumiam peixes até cinco vezes por semana.

Isso acontece porque o ácido graxo funciona como uma espécie de lubrificante das correntes sanguíneas, fazendo com que o sangue passe com mais fluência, além de combater as inflamações. O resultado é a diminuição da passagem de sangue.

O Dr. Pedro Cazzador ainda destaca a importância do equilíbrio entre alimentação e suplementação: “O erro que mais me preocupa hoje é o excesso de confiança no suplemento, fazendo com que a mudança de hábitos pode ser ‘deixada pra depois’, o que não é verdade. Alimentação e suplemento têm que ser complementares”.

Referências

Rizos EC, Ntzani EE, Bika E, Kostapanos MS, Elisaf MS. Association Between Omega-3 Fatty Acid Supplementation and Risk of Major Cardiovascular Disease Events: A Systematic Review and Meta-analysis. JAMA. 2012;308(10):1024–1033. doi:10.1001/2012.jama.11374

The American Journal of Medicine, Stop Stenting; Start Reversing Atherosclerosis. David S. Schade, MD; Kristen Gonzales, MD; R. Philip Eaton, MD. Published: November 08, 2020.

Marcello Sapio
Marcello Sapio

Redator

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