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Instagram e Facebook sabem que sua saúde está em xeque; o que não fazer nas redes sociais

calendarPublicação: 15/09/2021- Última atualização: 15/09/2021
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Instagram e Facebook sabem que sua saúde está em xeque; o que não fazer nas redes sociais
Nikolas Ambrosano
Nikolas Ambrosano

Redação Infovital

A cultura do ódio e do cancelamento, além das comparações que as redes sociais promovem, causam problemas como ansiedade, depressão e síndrome do pânico, e empresas como Facebook e Instagram sabem disso

É comum escutarmos que a internet é uma terra sem lei, onde frequentemente vemos comentários que prejudicam a saúde mental das vítimas – isso quando não são, também, criminosos.  

Além do medo e da angústia, os comentários na internet ainda podem ser gatilhos para depressão, ansiedade e crises de pânico. Gigantes como Instagram, Facebook e Twitter sabem disso e ainda fazem pouco a respeito. O Instagram, por exemplo, chegou a retirar a exibição do número de “curtidas” nas postagens para evitar as comparações, mas acabou voltando atrás. 

Em relatório publicado nesta semana, o Wall Street Journal revisou documentos internos dessas redes sociais, que falam sobre o impacto delas na saúde mental dos jovens, causadas muitas vezes pela comparação ou por ataques de ódio.

O documento indicou um slide apresentado em 2019 pelo Instagram que confirma que uma a cada três jovens adolescentes se sentem mal ou pior com os seus corpos depois de usar o aplicativo. Portanto, evitar comentar sobre a aparência alheia é extremamente importante para não gerar inseguranças.

Além das comparações, as redes sociais também podem ser um ambiente de ódio cercado de haters, expressão utilizada com frequência no ambiente digital para se referir a alguém que posta mensagens de ódio sobre uma pessoa específica, o que pode intimidar a vítima e prejudicar a sua saúde mental.

Outra categoria conhecida nas redes sociais são os stalkers, pessoas que perseguem obsessivamente uma pessoa na internet. Essa obsessão e falta de respeito com a privacidade alheia pode fazer com que a vítima tenha medo de sair de casa ou até sofra com crises de pânico.

Em seu programa Liberte sua Mente, o neurocientista Nelson Annunciato, parceiro da Jolivi, explica que a síndrome do pânico afeta diretamente a qualidade de vida, já que as pessoas que apresentam esse quadro têm medo de sair de casa, além de sintomas como taquicardia, hipertensão arterial e sensação iminente de morte.

Tá cancelado

Uma das vertentes do ódio na internet mais conhecidas nos últimos anos é a “cultura do cancelamento”. Um estudo da Mutato destrinchou o comportamento dos canceladores e cancelados com base na análise de 8.367 comentários relacionados ao tema nas redes sociais.

De acordo com a pesquisa, em janeiro de 2019 o número de comentários relacionados à cultura do cancelamento nas redes sociais era de 19.473. Um ano depois, as menções ao tema eram de 65.739. Os motivos mais comuns são divergências políticas, homofobia e mau caratismo.

Um comportamento muito comum nas pessoas que apresentam o comportamento de um cancelador é a falta de tolerância ao erro. Por estarem em ambiente que oferece o anonimato, por exemplo, o julgamento no ambiente online é instantâneo, seguido de mensagens de ódio e até ameaças.

Já um estudo do instituto de pesquisa Pew, dos Estados Unidos, indicou que quatro em cada 10 americanos já foram alvo de ataques na internet, e os abusos considerados mais graves, como ameaças de agressão, perseguição e abuso sexual, ficaram mais frequentes nos últimos anos. 

Apesar de empresas como o Facebook e o Instagram saberem que estão causando problemas na saúde mental de muitos usuários, elas não parecem se importar. O CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, afirmou neste ano que a experiência das redes sociais para os jovens é “amplamente positiva”, minimizando os efeitos que elas podem ter na saúde mental desses indivíduos.

É preciso ser cuidadoso ao se manifestar na internet, já que esses comportamentos odiosos podem impactar significativamente a saúde mental das pessoas. 

Na pandemia, em que problemas de ansiedade e depressão têm se tornado mais frequentes, a internet pode exercer o papel de um espaço de apoio, não de repulsão.

Para entender como as soluções naturais podem ser um apoio para a saúde mental, acesse o material exclusivo do Dr. Nelson Annunciato

*Sob supervisão de Julia Noleto

Referências Bibliográficas:

Nikolas Ambrosano
Nikolas Ambrosano

Redação Infovital

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