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'Eu me via como uma peça dentro de um mecanismo'

calendarPublicação: 30/09/2021- Última atualização: 29/09/2021
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'Eu me via como uma peça dentro de um mecanismo'
Pedro Bezerra Souza
Pedro Bezerra Souza

Editor

O Dr. Alain Dutra, especialista da Jolivi Natural Health, se consagra como um dos principais nomes da urologia e medicina integrativa do Brasil; mas, antes disso, já se viu como parte de uma estrutura para gerar lucro à indústria farmacêutica

Ele quase percorreu o caminho da neurologia e neurocirurgia, mas ao final da graduação de medicina se envolveu pelo universo da urologia e hoje é reconhecido como um dos principais médicos urologistas do Brasil. Esse é o Dr. Alain Dutra, cujo nome chega a enganar muita gente. Na linguagem falada, é apenas Alan, nada de pronunciar AlaIN.

Parte do time de especialistas da Jolivi Natural Health, o Dr. Alain encabeça os programas ligados à saúde masculina, como o Próstata Blindada. Durante sua atuação médica, já conseguiu ajudar a melhorar a saúde de mais de 8 mil homens. Em sua opinião, o homem cuida menos da saúde por uma questão cultural.

“O homem acha que não pode adoecer, que não pode ser vulnerável. Por essa razão, ele foge dos médicos. Ele associa o médico a vulnerabilidade”, acredita o urologista. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o homem vive, em média, sete anos a menos do que a mulher.

Mas não foi apenas pela saúde masculina que o Dr. Alain optou pela urologia. “Eu vi que era uma área interessante porque tinha as partes clínicas e cirúrgicas. Além disso, eu posso cuidar de crianças, adolescentes, mulheres. Muita gente acha que urologista só cuida de homens, mas não é”, conta.

Uma peça dentro do mecanismo

Pai de dois filhos, um menino de 12 anos e uma menina de 7, o médico foi levado à medicina por alguns motivos. Entre eles, familiares: o espelho do avô, que também era médico, e o incentivo dos pais ao estudo. Mas não só por isso, afinal ele também era um ótimo aluno nas matérias ligadas à biologia e saúde.

Apenas depois de mais de 10 anos exercendo a medicina tradicional, o Dr. Alain enveredou pelo universo da integrativa. Dedicando tempo e estudos para se especializar mais nesse novo processo, ele fez especializações em lugares como o Hospital Albert Einstein e o Institute for Functional Medicine, nos Estados Unidos. Atualmente, tem um dos maiores canais do Youtube sobre saúde masculina no Brasil.

“Eu não estava mais satisfeito com os rumos da medicina hospitalar. Eu via muita distorção. O hospital tinha muito foco na medicina curativa e não na preventiva. Uma ênfase na movimentação do centro cirúrgico, porque isso também movimenta dinheiro”, diz. 

Após cursos e estudos, ele decidiu largar o hospital e as cirurgias e ficou focado na medicina pré-hospitalar e extra-hospitalar, “para tentar impedir as pessoas de chegarem a uma necessidade de hospitalização ou cirurgia”. Neste mesmo tempo, começou a aprender mais sobre assuntos como medicina ortomolecular, vitaminas e recursos naturais.

A percepção das rotinas em hospitais ainda fez o Dr. Alain se sentir como parte de um processo. “Eu me via como uma peça dentro de um mecanismo, um mecanismo que gerasse internação. Fiquei desiludido. Estava cansado de apagar incêndio”, confessa. A migração de área também se deu por uma questão pessoal familiar.

Ele tinha dores de cabeça de repetição; a esposa, uma doença autoimune; o filho nasceu com autismo. O médico percebeu que não conseguia mais ajudar a família apenas com o caminho da medicina tradicional. “Eu via várias doenças crônicas sem solução na medicina ortodoxa. Isso foi outra grande catapulta para eu entrar na medicina natural”, relembra.

Conheça o Próstata Blindada, o programa do Dr. Alain Dutra que reverte de maneira natural uma próstata velha e inchada em uma nova e magra

Investe-se recursos em remédios que não resolvem

Missão, senso de prestar serviço à sociedade, possibilidade de ajudar as pessoas. Esses são fatores que fazem o médico, nascido em Brasília e atualmente com 46 anos, praticar a medicina integrativa. “Antes, eu não tinha tempo para conversar com os pacientes, para entender seus estilos de vida, sobre seus hábitos”, diz, enfatizando que tudo faz parte de um modus operandi.

O Dr. Alain acredita que há uma hipermedicalização, que ajuda a tapar o sol com a peneira. Mal remunerados, os médicos fazem consultas rápidas, não conhecem os pacientes como deveriam e acabam medicando muito sem necessidade. “No Sistema Único de Saúde (SUS) isso também acontece porque as filas são grandes. Não há tempo para os médicos darem orientações que poderiam resolver vários problemas sem medicação”, detalha.

A indústria farmacêutica, diz o médico, também é parte integrante do mecanismo que ele decidiu abandonar. 

“A razão disso é muito simples. O incentivo financeiro que eles têm é para administrar doenças crônicas. Como qualquer outra empresa, o interesse deles é maximizar lucros. Isso passa por administrar uma doença por 20, 30 anos. Esse cenário é melhor do que levar o paciente à cura”, pontua.

Enquanto isso, o urologista acredita que as energias poderiam estar sendo focadas em ampliar o debate sobre estilo de vida, nutrientes, fitoterápicos. Mas ele conseguiu trilhar um percurso diferente e se considera muito mais realizado com o que faz hoje comparado a sua atuação de 10 anos atrás.

“Eu percebia que enxugava gelo naquela época. Hoje eu faço uma consulta mais longa, consigo entender melhor a realidade do paciente, consigo entender ele de forma integral sem ficar compartimentalizando, sem ficar colocando em caixinhas”, finaliza.

Pedro Bezerra Souza
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