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Cura universal para o câncer não interessaria farmacêuticas, diz Nobel

calendarPublicação: 29/09/2021- Última atualização: 29/09/2021
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Cura universal para o câncer não interessaria farmacêuticas, diz Nobel
Pedro Bezerra Souza
Pedro Bezerra Souza

Editor

O vencedor do Nobel de Fisiologia e Medicina, Sir Richard J. Roberts, afirma que o câncer não é uma doença única e, por isso, não há uma cura universal; em entrevista ao infovital e Jolivi Natural Health, ele ainda disse que essa cura não interessaria o negócio das farmacêuticas

O câncer atinge anualmente cerca de 650 mil pessoas no Brasil, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca). E embora haja avanços da medicina nos tratamentos, a pergunta feita há muito tempo no mundo todo é: a indústria farmacêutica já seria capaz de ter uma cura definitiva à doença?

Para o britânico vencedor do prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina Sir Richard J. Roberts, 78, a resposta é negativa. “Se houvesse cura do câncer, nós já saberíamos. Mas eu acredito que a questão nem é exatamente sobre cura do câncer individualmente, afinal o câncer não é uma única doença”, relata.

O estudioso faz outro adendo: é necessário entender que farmacêuticas são negócios – e isso envolve vender medicamentos. “Para eles, é mais interessante que você precise tomar um remédio para o resto da vida, isso vai continuar dando recursos aos negócios da indústria”, enfatiza.

A afirmação do Nobel foi dada durante uma entrevista exclusiva à editora Bruna Buzzo, da Jolivi Natural Health. De acordo com ele, o câncer é uma doença multifatorial e ainda não há uma cura universal. Os dados no Brasil comprovam a afirmação do britânico, já que homens e mulheres são acometidos por diferentes tipos da doença.

Neles, os mais comuns são de próstata, cólon e reto, traqueia e pulmão. Nelas, mama, cólon e reto e colo do útero. “As causas são diferentes, as mutações são diferentes. Câncer de pele, câncer de pulmão, câncer colorretal… São todos muito, muito diferentes e, infelizmente, não vai haver uma única cura para todos eles”, esclarece.

Mas o vencedor do Nobel disse que há alguns motivos para comemorar. Atualmente, o avanço da ciência possibilita que a cura para alguns tipos de câncer seja mais rapidamente encontrada. “Felizmente há cura para alguns deles, especialmente os que não foram causados por mutações. Mas, sim, por um gene que não se reproduziu bem”, conta.

De acordo com o Inca, quanto mais cedo diagnosticado, maior será a chance de cura do câncer – seja ele de que tipo for. Na opinião do britânico, também é necessário que haja incentivo dos governos para a pesquisa no campo da saúde.

“Eu acho que esse não é um trabalho estritamente médico, ele também envolve incentivo do governo para que as grandes companhias tenham aporte para desenvolver estudos em busca de possíveis curas ao câncer”, conclui.

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Tem mais:

Essa é uma série de três reportagens baseadas na entrevista exclusiva com Sir Richard J. Roberts. A primeira reportagem da série pode ser lida aqui. Na semana que vem você terá acesso ao último conteúdo.

Pedro Bezerra Souza
Pedro Bezerra Souza

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