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Cigarro eletrônico faz mal? #FATO ou #BOATO?

calendarPublicação: 07/10/2021- Última atualização: 08/10/2021
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Cigarro eletrônico faz mal? #FATO ou #BOATO?
Rodrigo Ribeiro
Rodrigo Ribeiro

Redação Infovital

Inovador, tecnológico e perigoso. O novo queridinho dos jovens pode ser uma armadilha para a saúde

A indústria do tabaco é expert em se reinventar para atrair novos consumidores. O cigarro light, por exemplo, foi lançado nos anos 70 no Brasil. A grande diferença eram seus pequenos orifícios no filtro, que prometiam diminuir a quantidade de nicotina consumida durante o fumo. Mas a promessa saudável ficou apenas no nome, já que o modelo pode ser mais cancerígeno do que o normal. 

Hoje, quase cinquenta anos depois, a história se repete com os Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs), popularmente conhecidos como vape. Tido como uma opção menos nociva do que o cigarro, essa novidade vem conquistando cada vez mais adeptos. Mas será mesmo que os aparelhos são menos prejudiciais? A resposta para essas e outras perguntas você descobre agora! 

#1 – Cigarro eletrônico é menos prejudicial do que o comum?

#BOATO

O cigarro eletrônico funciona aquecendo a erva ou essência depositada em seu interior e liberando o vapor da substância desejada. No processo, o usuário entra em contato com partículas pequenas de nicotina, conhecidas como aerossóis. 

Segundo Mariana Pinho, coordenadora do Projeto Tabaco, da Aliança de Controle do Tabagismo (ACT), o consumo dessas partículas “está associada à uma forte dependência ao tabaco, ou seja, a pessoa se torna dependente da nicotina muito mais rápido”.

Outra descoberta recente realizada na Universidade de Birmingham na Inglaterra mostrou que o uso contínuo desses dispositivos pode enfraquecer o sistema imunológico do pulmão, deixando o organismo mais propenso a contrair inflamações.

#2 – Cigarro eletrônico é ilegal no Brasil?

#FATO

A Resolução 46/2009 da Anvisa proíbe a venda, importação e a propaganda de qualquer dispositivo eletrônico para fumar. Além disso, o órgão reconhece que esses aparelhos não são alternativas no tratamento contra o vício em nicotina. 

A agência afirma ainda que “esses produtos possuem inúmeras substâncias tóxicas, que não são seguros para a utilização”.

Apesar disso, não é difícil encontrar lojas especializadas anunciando o produto na internet. As redes sociais são um dos locais onde o produto faz mais sucesso. Algumas contas no Instagram, que vendem os dispositivos, chegam a ter milhares de seguidores.

#3 – Cigarro eletrônico ajuda a parar de fumar?

#BOATO

Um dos mitos que ajudaram a popularizar os DEFs diz que eles são alternativas no tratamento contra o cigarro, e ajudam a reduzir o consumo de tabaco.

A representante da ACT discorda: “Usar cigarro eletrônico não é deixar de fumar. Migrar para esse outro tipo de aparelho é continuar consumindo um produto derivado do tabaco.”

Essa afirmação é corroborada pelo site oficial Anvisa, que alerta sobre os perigos de utilizar os DEFs como alternativa: “Os e-cigarettes também não têm comprovação de que promovem a cessação do uso dos cigarros convencionais.  Isso faz com que algumas pessoas façam o uso ‘dual’, ou seja, usam o cigarro eletrônico, mas não param de usar o cigarro convencional.”

#4 – Cigarros eletrônicos são mais consumidos pelos jovens?

#FATO

Nos Estados Unidos o cigarro eletrônico já é o produto de tabaco mais utilizado entre os alunos do ensino fundamental e médio. Os dados da National Youth Tobacco Survey (NYTS) mostram que mais de 3,6 milhões de jovens utilizavam DEFs em 2018. 

A realidade não é tão distante no Brasil. Os dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) realizada em 2019 revelam que mais de 1 milhão de pessoas são usuários de cigarro eletrônico. Desse total, 70% possuem 15 a 24 anos.

*Sob supervisão de Julia Noleto

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Referências

  • Scott A, Lugg ST, Aldridge K, et alPro-inflammatory effects of e-cigarette vapour condensate on human alveolar macrophagesThorax 2018;73:1161-1169.
  • Pesquisa nacional de saúde : 2019 : informações sobre domicílios, acesso e utilização dos serviços de saúde : Brasil, grandes regiões e unidades da federação / IBGE, Coordenação de Trabalho e Rendimento. – Rio de Janeiro : IBGE, 2020.

Rodrigo Ribeiro
Rodrigo Ribeiro

Redação Infovital

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