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Café da manhã saudável: estes são os mitos que você não pode cair

calendarPublicação: 29/09/2021- Última atualização: 29/09/2021
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Café da manhã saudável: estes são os mitos que você não pode cair
Ana Araujo
Ana Araujo

Editora

Ao contrário do que diz o senso comum, um café da manhã saudável nem sempre inclui uma fruta e um pãozinho. Conheça os maiores mitos da refeição

Um pãozinho na chapa, café com leite e uma fruta — soa como um café da manhã saudável? Há controvérsias. Enquanto alguns especialistas recomendam uma refeição farta, outros até defendem o jejum intermitente. 

Nessa história, quem sai ganhando é quem faz escolhas inteligentes de acordo com sua própria saúde. Por isso, em vez de seguir o senso comum, conheça os maiores mitos do café da manhã saudável.

Mito 1: o café da manhã nunca pode ser pulado

Para quem conhece e é adepto do jejum intermitente, essa é uma prática comum — e que pode trazer benefícios quando feita com acompanhamento profissional. Sem se preocupar em digerir, as células do corpo ficam livres para a chamada autofagia. 

É neste processo que elas se autodestroem, estimulando a renovação e reduzindo possíveis surgimentos de doenças degenerativas, como Parkinson, Alzheimer e câncer. “É como se o corpo, sem o alimento para se ocupar, tivesse tempo e espaço para fazer uma faxina profunda”, analisa o nutrólogo Dr. Naif Thadeu, especialista da Jolivi Natural Health

Essa prática é especialmente benéfica para quem procura o emagrecimento: um estudo feito pela Universidade Médica de Gdansk, na Polônia, mostrou que a prática pode levar a uma redução na massa de gordura corporal e melhorias nos parâmetros metabólicos, beneficiando quem tem diabetes tipo 2

Aprenda aqui mais sobre o jejum intermitente e como adotá-lo do jeito certo.

Mito 2: um café da manhã saudável precisa de um carboidrato

Seja por diabetes tipo 2, gordura no fígado ou mesmo para emagrecer, o Dr. Naif Thadeu defende a dieta cetogênica — que envolve tirar quase todos os carboidratos do cardápio, inclusive no café da manhã.

Parece radical, mas o resultado pode ser um cardápio que o médico chama de “gourmet”: proteínas e gorduras que fazem bem, são deliciosas e, de quebra, dão um respiro para o pâncreas.

Ele explica que, para ser absorvida, a glicose precisa da insulina, produzida pelo pâncreas. Ou seja, toda vez que se ingere carboidratos, o órgão tem um trabalhão para produzir hormônios que deem conta de absorver o açúcar.

“O órgão, então, fica cansado, exausto e começa a falhar na produção de insulina. Esta falha é o início do diabetes do tipo 2”, resume o médico à frente do Protocolo Contra o Diabetes

Por isso, em vez do pãozinho ou torradas de todos os dias, vale experimentar outra dupla de sucesso: dois ovos (mexidos, em forma de omelete cozidos ou pochê) com fatias de abacate. É garantia de sustento até a hora do almoço.

Menos carboidratos, mais proteínas e gorduras boas: proporção garante mais saciedade e ajuda a combater o diabetes tipo 2

Mito 3: adoçante é sempre uma boa escolha

Considerada refúgio dos diabéticos que sentem falta de um docinho no dia a dia, essa solução pode não ser tão benéfica para o corpo.

“Assim que a substância doce pinga na língua, o cérebro avisa o pâncreas, que começa a produzir insulina”, conta. Com o tempo, isso acaba fazendo o corpo criar certa resistência à substância — o que, no longo prazo, pode piorar o quadro de diabetes, causar obesidade e até problemas renais. 

Cafés e outras bebidas? Sem açúcar nem adoçante, obrigado

Mito 4: frutas são sempre boa pedida

Depende do estado nutricional de quem consome. Para quem tem diabetes, por exemplo, frutas podem ser um veneno justamente pela quantidade de carboidratos — que viram açúcar no corpo. 

Seguidores da dieta cetogênica devem preferir as frutas liberadas: coco, abacate e limão, cacau, morango, amora, mirtilo e açaí, desde que in natura, sem nenhum tipo de adoçante.

Para que se tenha ideia, uma unidade banana nanica tem 23,8g de carboidratos, enquanto uma porção de açaí congelado sem açúcar tem apenas 6,2g.

Mito 5: sucos de frutas são o acompanhamento perfeito

Se uma fruta sozinha já é carregada de açúcares, o que dizer de um suco feito com quatro unidades, como é o caso do queridinho suco de laranja? Para absorver o caminhão de glicose despejado na corrente sanguínea, o pâncreas acaba tendo trabalho redobrado para produzir insulina, causando o chamado pico glicêmico.

Depois de dar conta de tanto açúcar, a insulina no sangue despenca. O resultado: fome e necessidade de comer mais. Para quem tem tendência a diabetes tipo 2, no longo prazo, esse mecanismo pode cansar o pâncreas, podendo levar à doença.

Mito 6: gorduras devem ser deixadas de lado

Se o excesso de carboidratos não é uma boa ideia para o café da manhã, o trabalho de manter o estômago forrado fica com as proteínas e as gorduras, que foram demonizadas por tanto tempo.

É preciso priorizar as gorduras boas, encontradas em ovos, abacate, manteiga ghee, panceta, torresmo ou bacon fresco (não defumado) e café com óleo de coco.

Um exemplo a ser evitado é a margarina, que costuma ser carregada de gorduras trans — mesmo quando afirma ser fonte de ômegas 3 e 6 na embalagem. 

Referências:

  • Naif Thadeu, Protocolo Contra o Diabetes. Jolivi Natural Health.
  • Zubrzycki, A et al. “The role of low-calorie diets and intermittent fasting in the treatment of obesity and type-2 diabetes.” Journal of physiology and pharmacology : an official journal of the Polish Physiological Society vol. 69,5 (2018): 10.26402/jpp.2018.5.02. doi:10.26402/jpp.2018.5.02
Ana Araujo
Ana Araujo

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