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Carne cara: 6 proteínas mais econômicas e que cuidam da saúde

calendarPublicação: 27/08/2021- Última atualização: 27/08/2021
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Carne cara: 6 proteínas mais econômicas e que cuidam da saúde
Nikolas Ambrosano
Nikolas Ambrosano

Redação Infovital

*Supervisionado por Monique Garcia

Com a inflação em alta, o aumento do preço das carnes tem sido um problema para o brasileiro; confira opções de proteínas mais baratas e muito saudáveis

A carne está mais cara. Para uma importante parcela da população, muito mais cara. De acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a alta nos preços da carne bovina, por exemplo, passa de 34% no acumulado em 12 meses.

Os economistas descobriram o que pobres sentem no bolso há tempos: a inflação foi quase 30% maior para famílias de baixa renda do que a dos mais ricos no mês de julho, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Além do aumento nos preços, que tende a se manter constante, fatores como a desvalorização da moeda e a diminuição do auxílio emergencial contribuíram para a maior dificuldade dos brasileiros mais pobres colocarem comida de qualidade na mesa.

De acordo com dados do Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), em 2020, houve uma queda de 5% no consumo de carne no país em relação a 2019. Os números tendem a ser piores em 2021.

Recentemente, imagens de pessoas na fila do açougue em Cuiabá para receber a doação de ossos chocaram o país.

Como, então, se sustentar nessa realidade? Uma alternativa para tempos de crise financeira é apostar em carnes mais baratas e que mesmo assim possuem uma série de nutrientes que fazem bem para a saúde.

Variar é a chave para a boa saúde

Geralmente a dieta do brasileiro se concentra em carnes de frango e de boi, mas é interessante variar as proteínas 

Para o médico Naif Thadeu, nutrólogo e especialista da Jolivi, diversificar o consumo de proteínas durante a semana é, inclusive, uma das estratégias da dieta cetogênica, conduta alimentar indicada por ele para a reversão do diabetes e outros males, além da manutenção geral da saúde.

Na lista de compras semanal do Dr. Naif, por exemplo, ele inclui peixes, carne de vaca, carne de porco, carne de frango e sempre de órgãos diferentes, que concentram nutrientes diferentes, como o fígado de boi. 

O problema, segundo ele, é comer frango grelhado todos os dias e não receber todos os nutrientes necessários na alimentação. 

Para os veganos e vegetarianos, que não recebem o aporte nutricional que só é possível com o consumo de proteínas de origem animal, como a vitamina B12, o Dr. Naif afirma que é mandatório a suplementação para a manutenção da saúde.

Pensando nisso, o infovital fez uma seleção com seis tipos de proteínas com preços mais baratos e listou seus benefícios:

Fígado de boi

O fígado é uma carne muito nutritiva, rica em proteínas, minerais e vitaminas

Muitas pessoas têm receio de comer carne de órgãos, é fato. Mas antes de torcer o nariz, vale saber que dar uma chance para os miúdos pode ajudar a melhorar, e muito, o aporte de nutrientes do organismo. 

O fígado de boi, por exemplo, pode assustar alguns pela textura diferente de uma carne tradicional e pelo seu sabor forte, mas ele é riquíssimo em mais de 20 nutrientes, como zinco, ferro, fósforo, selênio e cobre.

Outro componente é a vitamina A, que ajuda na imunidade e no combate às doenças cardiovasculares. O fígado também é fonte de vitaminas B12, um nutriente fundamental para o organismo, já que ajuda na produção de glóbulos vermelhos e na proteção do sistema nervoso central.

Um estudo canadense reconheceu que a vitamina B12 também pode ajudar na proteção de doenças crônicas e de defeitos no tubo neural, uma estrutura embrionária que dá origem ao cérebro.

Para manter a energia em dia, o fígado também é uma excelente opção, já que ele tem a coenzima Q10, um nutriente conhecido por aumentar a disposição e proporcionar um coração mais robusto ao prevenir problemas cardiovasculares.

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Preço médio por quilo: R$ 17,00

Peito de frango

A carne mais magra do frango também é rica em muitos nutrientes. É possível consumi-la frita na banha de porco, no óleo de coco ou enrolado no bacon, por exemplo, e até em preparos mais elaborados com outros legumes.

Além disso, o peito de frango pode ser um bom aliado para a saúde do seu coração. Ele é rico em vitamina B6, um nutriente que ajuda a manter os vasos sanguíneos saudáveis. E mais, o frango é rico em niacina, também conhecida como vitamina B3, que apoia na prevenção do Alzheimer.

Preço médio por quilo: R$ 15,00

Moela de frango

Outra interessante parte do frango é a moela, carne que contém bons teores de alguns nutrientes importantes para o organismo funcionar adequadamente, como ferro, zinco e vitamina B12.

Esse alimento possui doses elevadas de proteína, sendo possível encontrar 28,8 g de proteínas em uma porção de aproximadamente 100 g de moela de frango, como mostra a Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TACO) da Unicamp.

Preço médio por quilo: R$ 13,00

Lombo suíno

Mesmo com a fama de não ser uma carne boa para o organismo, a proteína suína tem uma série de benefícios para a saúde, principalmente os cortes mais magros como o lombo. De acordo com o Dr. Naif, essa proteína, inclusive, ajuda a baixar os níveis de triglicérides do sangue.

Ela é rica em selênio, um mineral que atua no sistema imunológico e ajuda no combate ao câncer e ao envelhecimento precoce, como sugerem alguns estudos. Outra vantagem da carne suína é a presença maior de potássio, que ajuda a prevenir a hipertensão.

Preço médio por quilo: R$ 20,00

Músculo

Outra carne bovina com um preço mais acessível é o músculo. Por conter muito tecido conjuntivo, ela é rica em colágeno e elastina, que estão entre os maiores aliados de uma pele saudável.

O músculo também é rico em colina, um nutriente ligado a várias funções vitais como a produção de energia e transmissão de mensagens do cérebro aos músculos. Um estudo da Universidade da Carolina do Norte avaliou que a colina é essencial para a memória, e é importante no período de gravidez e lactação.

Preço médio por quilo: R$ 26,00

Sardinha

A sardinha é uma fonte natural de Vitamina D e cálcio, o que ajuda a fortalecer os ossos do corpo, além de ter quantidades muito pequenas de carboidratos, ajudando a manter os níveis adequados de açúcar no sangue.

Mas o melhor mesmo da sardinha é que ela é a melhor opção (e mais barata) de um alimento rico em ômega 3 e seus ácidos graxos EPA (ácido eicosapentaenoico) e DHA (ácido docosa-hexaenoico). 

A melhor forma de consumo desse peixe é a sardinha fresca, encontrada na peixaria.

A sardinha desponta como a melhor opção porque ela é um peixe que está abaixo na cadeia alimentar e tem menos mercúrio, por exemplo. O ômega 3 é absorvido pelos peixes por conta das algas, o principal alimento das sardinhas.

Uma pesquisa realizada pela Northumbria University, do Reino Unido, observou que o consumo semanal de peixes ricos em ômega 3 melhora a circulação cerebral e diminui os riscos de demência ao envelhecer.

Uma outra pesquisa russa publicada na revista ASN Neuro, qualificou o tratamento com DHA para a redução do estresse neuronal e melhora celular após danos cerebrais traumáticos. 

Preço médio por quilo: R$ 20,00

Variar é a chave para a boa saúde

Geralmente a dieta do brasileiro se concentra em carnes de frango e de boi, mas é interessante variar as proteínas, como é feito na dieta cetogênica indicada pelo Dr. Naif Thadeu.

Na lista de compras semanal do Dr. Naif, por exemplo, ele reveza as proteínas. O problema, segundo ele, é comer frango todos os dias e não receber todos os nutrientes necessários na alimentação. 

Para os veganos e vegetarianos, o médico afirma que é possível também ter uma vida saudável, mas destaca a importância do uso de suplementos que substituem a proteína animal.

Nesta semana, está no ar o workshop gratuito Vencendo o Diabetes, conduzido pelo Dr. Naif. Para participar, inscreva-se aqui

Referências bibliográficas:

  • How to eat more organ meat. Mark’s Daily Apple. Disponível em: https://www.marksdailyapple.com/how-to-eat-more-organ-meat/
  • Alta em energia e gás traz inflação maior para mais pobres ante mais ricos. Correio Braziliense.
  • Squitti, Rosanna et al. “Zinc Therapy in Early Alzheimer’s Disease: Safety and Potential Therapeutic Efficacy.” Biomolecules vol. 10,8 1164. 9 Aug. 2020, doi:10.3390/biom10081164
  • Gasperi, Valeria et al. “Niacin in the Central Nervous System: An Update of Biological Aspects and Clinical Applications.” International journal of molecular sciences vol. 20,4 974. 23 Feb. 2019, doi:10.3390/ijms20040974
  • Vinceti, Marco et al. “Selenium for preventing cancer.” The Cochrane database of systematic reviews vol. 1,1 CD005195. 29 Jan. 2018, doi:10.1002/14651858.CD005195.pub4
  • Zeisel, S H. “Choline: needed for normal development of memory.” Journal of the American College of Nutrition vol. 19,5 Suppl (2000): 528S-531S. doi:10.1080/07315724.2000.10718976
  • Ryan-Harshman, Milly, and Walid Aldoori. “Vitamin B12 and health.” Canadian family physician Medecin de famille canadien vol. 54,4 (2008): 536-41.
Nikolas Ambrosano
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Redação Infovital

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