Suplemento de maca peruana combinada com extrato de guarana

4 motivos para não tomar estatinas

calendarPublicação: 09/09/2021- Última atualização: 09/09/2021
clock9min
4 motivos para não tomar estatinas
Vitória Torres
Vitória Torres

Redação Infovital

Estudos mostram que as estatinas, usadas no tratamento do colesterol alto, aumentam o risco de demência e de desenvolver diabetes tipo 2. Especialistas revelam como substituir por remédios naturais

Sair do consultório médico com uma receita de estatina em mãos é algo comum para quem apresenta o diagnóstico de colesterol alto. Não é à toa que a classe de medicamentos — que inclui os conhecidos sinvastatina e fluvastatina — é a queridinha da indústria farmacêutica, que vem faturando muito dinheiro com suas vendas.

Um levantamento publicado em 2020 na revista científica Journal of the American Medical Association (JAMA), apontou que a Medicare — sistema americano de seguro de saúde gerido pelo governo dos Estados Unidos — gastou entre 2014 e 2018 cerca de 3 bilhões de dólares com a compra de medicamentos como a estatina.

A Secretaria Executiva da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (SCMED) divulgou um ranking das 20 substâncias e associações mais comercializadas no Brasil em 2019  e a sinvastatina —  medicamento para o tratamento do colesterol — ocupou o 16ª lugar, com um faturamento entre 50 e 100 milhões de unidades comercializadas..

Entretanto, estudos comprovam que o uso prolongado do medicamento pode gerar uma série de efeitos adversos, o que coloca em questão até que ponto usá-lo exclusivamente para o tratamento do colesterol alto é benéfico para a saúde. 

Além disso, se o uso de estatina fosse tão efetivo, os registros de óbitos por doenças cardíacas não estariam no ranking da população mundial. De acordo com os números do Cardiômetro da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), cerca de 278 mil pessoas foram a óbito devido a doenças cardiovasculares.

A SBC anualmente faz alertas sobre os níveis elevados de colesterol no sangue e sua influência em doenças como infarto e acidente vascular cerebral (AVC) e, segundo as diretrizes brasileiras para o tratamento do colesterol, as estatinas são a primeira opção recomendada para a redução do colesterol. 

Pensando nisso, consultamos estudos e especialistas e trouxemos quatro motivos para não usar estatinas:

1) O colesterol não é vilão das doenças cardíacas

Não necessariamente. Uma revisão sistemática publicada pela British Medical Journal (BMJ) feita por profissionais de universidades importantes como a de Harvard, comprovou a relação colesterol e risco cardíaco.

Os pesquisadores reuniram dados de 68 mil pessoas acima de 60 anos e a relação “mais colesterol e menos morte” foi atestada em 92% dos ensaios avaliados. O estudo revelou que menos mortes foram registradas no período analisado quando os níveis de LDL (lipoproteína de baixa densidade, conhecido como colesterol ruim) são maiores.

O nutricionista e especialista da Jolivi Natural Health, Gabriel de Carvalho, que está à frente do Programa Comer para Viver, reforça que não é todo colesterol que é ruim para o coração. 

“Sozinho, nenhum colesterol vai parar na parede das artérias. O que o empurra para esse lugar é a junção entre dieta rica em carboidratos, mais estresse e mais sedentarismo. Muito mais do que qualquer histórico familiar de infartados”, afirma o especialista da Jolivi.

Ainda segundo o nutricionista, o médico precisa avaliar outros padrões inflamatórios e solicitar, no check up, exames como triglicérides, PCR (proteína C-reativa), hemoglobina glicada, TSH (Hormônio estimulante da tireoide) e até mesmo T4 — que são hormônios responsáveis por auxiliar o metabolismo, fornecendo a energia necessária para o funcionamento correto do organismo

Enquanto a estatina é prescrita pela medicina tradicional em 90% dos casos para tratar o colesterol, para o Dr. Carlos Schlischka, médico e especialista da Jolivi responsável pelo Protocolo Cardio, o percentual das pessoas que realmente deveriam fazer o uso dela é menor. 

2) Estatinas aumentam o risco de diabetes tipo 2

Pesquisadores da University of Eastern Finland e da Kuopio University Hospital descobriram que as estatinas aumentam o risco de diabetes tipo 2 em 46%.

Segundo o Dr. Carlos Schlischka, isso ocorre porque o cérebro não funciona sem o colesterol. Os hormônios do indivíduo não possuem matéria-prima para serem produzidos e as células ficam sem energia —  o que altera as funções orgânicas delas.

“A estatina, quando se propõe a baixar o colesterol, ela cumpre o que promete. Mas faz isso sem poupar as consequências devastadoras”, reforça o médico. 

No programa, o especialista ensina soluções naturais para evitar doenças do coração, revela a verdade sobre o colesterol e os cinco gatilhos do infarto — Descubra aqui.

3) Estatinas aumentam o risco de demência

Um estudo publicado na revista Frontiers In Neurology analisou a relação entre colesterol e função cognitiva e descobriu que ter níveis mais baixos de colesterol lipoproteína de baixa densidade (LDL) está ligado a um maior risco de demência.

De acordo com o neurocientista e especialista da Jolivi, Dr. Nelson Annunciato, os sintomas mais comuns para quem faz uso da estatina são: dores musculares, cansaço e fraqueza. 

Ainda segundo o especialista que está à frente do Programa Conexão Cérebro, as estatinas causam aumento de enzimas inflamatórias no fígado e comprometem o cérebro de seus usuários. 

A Food and Drug Administration (FDA) — agência federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos nos Estados Unidos — recomenda a indicação dos efeitos colaterais das estatinas nos rótulos dos medicamentos. Pois há evidências que mostraram que  o uso da substância também pode ocasionar perda de memória e confusão mental.

O estudo, divulgado na revista Frontiers In Neurology,  concluiu que um alto nível de colesterol (LDL) pode ser considerado como um “potencial fator protetor contra o declínio da cognição”.

4) Estatinas aumentam o risco de disfunção sexual (impotência)

Esses remédios para colesterol podem não só aumentar o risco cardíaco, como também reduz a virilidade e prejudica a vida sexual dos indivíduos.

A revista britânica BMC Medicine reuniu 11 estudos científicos feitos em homens e mulheres. Essa revisão sistemática apontou que as estatinas reduziram, em homens, 0,66 nmol/L de testosterona. E em mulheres com síndrome do ovário policístico houve redução de 0,44 nmol/L de testosterona.

Remédios naturais para evitar doenças do coração

A ciência comprova a ação desses nutrientes para a saúde do coração

Entre as recomendações de saúde natural para proteger o coração, a Coenzima Q10 está na lista. O composto orgânico possui propriedades antioxidantes e é fundamental para a produção de energia nas mitocôndrias das células,  consequentemente auxiliando no funcionamento do organismo.

Ela se reduz de forma natural no organismo a partir dos trinta anos de idade e também sofre redução direta quando o indivíduo toma estatina —  uma vez que o medicamento acelera a eliminação da substância no organismo.

A Universidade de Copenhague, na Dinamarca, realizou um estudo com 420 pacientes com insuficiência cardíaca. Metade desses indivíduos adicionaram cápsulas de Coenzima Q10 na rotina, porém continuaram com o tratamento convencional. 

A outra metade do grupo ingeriu cápsulas placebo juntamente com as medicações tradicionais. Os resultados mostraram que o grupo que inseriu a suplementação de Coenzima Q10 reduziu pela metade as complicações e o risco de morte.

Em alimentos, ela pode ser encontrada em amêndoas, legumes verdes (como espinafre ou brócolis), aves ou carne.

Além da Coenzima Q10, o médico Carlos Schlischka recomenda a utilização de outros nutrientes como o Ômega 3, a Vitamina D3, a Vitamina K2, entre outros protetores cardíacos e antioxidantes para o colesterol.

Nenhuma medicação deve ser interrompida sem o conhecimento do seu médico. Converse com ele sobre a possibilidade de incluir alternativas naturais no tratamento.

Quero conhecer os nutrientes que protegem o coração naturalmente

*Sob supervisão de Ana Paula de Araujo 

Referências

SBC alerta: controle do colesterol é fundamental para minimizar riscos de doenças cardiovasculares. Disponível em: https://www.portal.cardiol.br/post/sbc-alerta-controle-do-colesterol-%C3%A9-fundamental-para-minimizar-riscos-de-doen%C3%A7as-cardiovasculares
Atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose  — 2017. Disponível em: http://publicacoes.cardiol.br/2014/diretrizes/2017/02_DIRETRIZ_DE_DISLIPIDEMIAS.pdf
Sumarsono A, Lalani HS, Vaduganathan M, et al. Tendências na utilização e custo de terapias de redução do colesterol de lipoproteína de baixa densidade entre beneficiários do Medicare : uma análise do banco de dados da Parte D do Medicare . JAMA Cardiol. 2021; 6 (1): 92–96. doi: 10.1001 / jamacardio.2020.3723
Ravnskov U, Diamond DM, Hama R, et alLack of an association or an inverse association between low-density-lipoprotein cholesterol and mortality in the elderly: a systematic reviewBMJ Open 2016;6:e010401. doi: 10.1136/bmjopen-2015-010401
Mayor S. Statins associated with 46% rise in type 2 diabetes risk, study shows. BMJ. 2015 Mar 5;350:h1222. doi: 10.1136/bmj.h1222. PMID: 25742711.
Cederberg H, Stančáková A, Yaluri N, Modi S, Kuusisto J, Laakso M. Increased risk of diabetes with statin treatment is associated with impaired insulin sensitivity and insulin secretion: a 6 year follow-up study of the METSIM cohort. Diabetologia. 2015 May;58(5):1109-17. doi: 10.1007/s00125-015-3528-5. Epub 2015 Mar 10. PMID: 25754552.
Zhou F, Deng W, Ding D, et al. High Low-Density Lipoprotein Cholesterol Inversely Relates to Dementia in Community-Dwelling Older Adults: The Shanghai Aging Study. Front Neurol. 2018;9:952. Published 2018 Nov 12. doi:10.3389/fneur.2018.00952
Al Saadi T, Assaf Y, Farwati M, Turkmani K, Al-Mouakeh A, Shebli B, Khoja M, Essali A, Madmani ME. Coenzyme Q10 for heart failure. Cochrane Database of Systematic Reviews 2021, Issue 1. Art. No.: CD008684 
Anuário Estatístico do Mercado Farmacêutico. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/medicamentos/cmed/anuario-estatistico-2019-versao-para-impressao.pdf
Efectos secundarios de las estatinas: considera los beneficios y los riesgos. Disponível em: https://www.mayoclinic.org/es-es/diseases-conditions/high-blood-cholesterol/in-depth/statin-side-effects/art-20046013
Programa Comer para Viver — Gabriel de Carvalho, especialista Jolivi
Protocolo Cardio — Dr. Carlos Schlischka, especialista Jolivi.
Programa Conexão Cérebro — Dr. Nelson Annunciato, especialista Jolivi.

Vitória Torres
Vitória Torres

Redação Infovital

Saiba como reverter o aumento da prostata
Receba seu Atlas da Saude Natural